Alta do ouro impulsiona avanço do garimpo ilegal em novas regiões da Amazônia

  • 03/04/2026
Alta do ouro impulsiona avanço do garimpo ilegal em novas regiões da Amazônia Uma megaoperação, iniciada há 10 dias, combate o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. Um problema que se agravou nos últimos anos na região. Do alto, parece uma cidade, mas são dezenas de barracas em um acampamento para garimpo ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. Para combater as quadrilhas, os agentes do Ibama colocam fogo em máquinas, barracas, freezers. "A gente acabou de realizar a destruição de dois freezers para aquele lado, que ele vai longe", diz um dos agentes. E encontram material até em buracos camuflados na terra. "A gente já encontrou armamento, mas grande parte das vezes são maquinários e alimentos, e bebidas", diz outro A cotação do ouro, que vem batendo recordes no mercado internacional, subiu 60% no ano passado. Em três anos, a fiscalização desmontou cerca de 1 mil acampamentos ilegais na região, e calcula que destruiu cerca de R$ 700 milhões em equipamentos. Entre eles, mais de 500 escavadeiras. E 4.200 hectares da Terra Indígena Sararé já foram destruídos. Uma nova operação para retirar os garimpeiros começou na semana passada, quando centenas de agentes de órgãos federais chegaram à região. Até agora, 67 pessoas foram presas na megaoperação. O desafio é impedir que as quadrilhas retornem ou invadam outras áreas. "Nós estamos usando ferramentas de inteligência pra detectar o comércio ilegal de ouro, de madeira e com isso a gente trabalhar de forma mais estratégica. Nas cidades, nos municípios onde a gente detecta a maior movimentação por parte do crime organizado, a gente tem mantido uma presença muito mais forte", diz Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama. De acordo com o Ibama, o crime organizado muda de lugar constantemente para evitar o confronto com as autoridades e manter o lucro da exploração ilegal de ouro. Alguns empresários dão apoio logístico a essa movimentação, o que torna ainda mais difícil a luta contra o garimpo. Há três anos, por exemplo, uma operação na Terra Indígena Yanomami retirou garimpeiros da região. Mas algumas quadrilhas foram em busca de outras áreas de Roraima, como as terras indígenas Raposa Serra do Sol. Outras desceram para o Pará e ampliaram as áreas de destruição nas terras indígenas Munduruku e Kayapó. E depois de uma série de ações do Ibama nessas regiões, muitos garimpeiros migraram para Sararé. E as áreas atingidas se multiplicaram por lá no ano passado. Agora, as quadrilhas estão operando também em áreas do sul do estado do Amazonas e no limite entre os estados do Amapá e do Pará. Para enfrentar as várias frentes de atuação do crime, André Porreca, procurador que atua contra o garimpo ilegal, defende uma articulação constante entre os órgãos públicos. "As operações, muitas vezes, são episódicas, esporádicas e limitadas a um local específico. Então é necessário estabelecer medidas mais perenes, mais estruturadas de fiscalização, repressão e mesmo prevenção ao garimpo ilegal", disse Porreca. LEIA TAMBÉM Empresário é procurado pela PF por suspeita de comprar dados sigilosos da esposa de Moraes

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/04/03/alta-do-ouro-impulsiona-avanco-do-garimpo-ilegal-em-novas-regioes-da-amazonia.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Raridade

Anderson Freire

top2
2. Advogado Fiel

Bruna Karla

top3
3. Casa do pai

Aline Barros

top4
4. Acalma o meu coração

Anderson Freire

top5
5. Ressuscita-me

Aline Barros

Anunciantes