Mãe de bebê morta com sinais de violência tinha ido a entrevista de emprego e a deixou com padrasto: 'Espancou a minha filha'
06/04/2026
(Foto: Reprodução) Bebê morta: Maya Costa Cypriano morreu na quinta-feira (2)
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A mãe da menina Maya Costa Cypriano, de 1 ano e 9 meses, estava em uma entrevista de emprego quando recebeu a informação de que a filha passava muito mal. A menina morreu e o padrasto da criança foi preso por feminicídio.
O corpo da menor foi enterrado na tarde de domingo (5), no Cemitério do Caju, na Região Portuária do Rio de Janeiro. O sepultamento ocorreu sob clima de revolta de amigos e familiares, que pediam por justiça.
Enterro de Maya foi marcado por muita dor de familiares e amigos
Lucas Peçanha/TV Globo
A criança morreu na última quinta-feira (2), na casa da família, na comunidade do Quiririm, em Vila Valqueire, na Zona Sudoeste da cidade.
O padrasto da menor, Lukas Pereira do Espírito Santo, está preso após confessar que agrediu a criança.
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Em um vídeo publicado nas redes sociais, Emanuele Costa, mãe de Maya, contou que saiu de casa na madrugada de quinta-feira para participar de uma entrevista de emprego e deixou a filha sob os cuidados de Lukas.
“Na quinta-feira, a minha mãe me mandou a entrevista de emprego que eu queria muito, principalmente pelo local. Até então, eu não tinha ninguém para ficar com a minha filha. Eu ia sair às 5h e não tinha escolha. Deixei-a com ele porque, até aquele momento, ele nunca tinha feito nada com a minha filha”, relatou.
Bebê morta: Lukas Pereira do Espírito Santo está preso sob suspeita de ter praticado o crime
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Ela afirmou que, ao longo da manhã, Lukas entrou em contato com ela, mas não mencionou nenhuma agressão. Ao retornar para casa, encontrou a filha gelada e pediu ajuda a um motoboy.
“Ele começou a me ligar desesperado por volta de 8h. Lá onde eu estava não tinha sinal. Só consegui falar perto das 10h. Fui correndo para casa e cheguei por volta de meio-dia. Minha filha estava semiacordada, gelada”, contou.
Maya foi levada pela mãe e pelo padrasto para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campinho. A menina sofreu uma parada cardiorrespiratória e chegou morta à unidade de saúde.
Diante das marcas no corpo da criança, a equipe médica acionou a polícia.
Emanuelle e Lukas foram conduzidos à 29ª DP (Madureira), onde prestaram depoimento e, inicialmente, foram liberados. No entanto, a perícia realizada no corpo da menina apontou que a causa da morte foi uma lesão na região abdominal. Diante da constatação de uma morte violenta, o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
“Ele espancou a minha filha e não teve um pingo de remorso. Não demonstrou nenhuma emoção, não chorou. Ficou algum tempo no hospital comigo, me dando apoio, e eu mal sabia que ele tinha matado a minha filha”, afirmou a mãe.
Na sexta-feira (3), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão contra Lukas. Em depoimento na delegacia, ele confessou as agressões e foi preso. Ele irá responder pelo crime de feminicídio.
A polícia segue investigando o caso para apurar se há outras responsabilidades envolvidas no crime.